11 de outubro de 2017

SEBRAE apresenta estudo de viabilidade do Hospital Regional de Fronteira



Uma comissão foi criada para organizar e definir datas, horários e locais das audiências públicas

Garantir que a população tenha acesso à Saúde mais próximo de sua residência, além de diminuir o sofrimento do paciente, aumenta a qualidade do atendimento, reduz os custos dos municípios e os riscos de acidentes de trânsito. Esta é uma das conclusões do estudo de viabilidade feito pelo Sebrae a respeito da criação do Hospital Regional de Fronteira, que tem o objetivo de atender os municípios de Realeza, Planalto, Capanema, Pérola D’Oeste e Bela Vista da Caroba, todos localizados na região da fronteira do Paraná com a Argentina e que juntos somam mais de 60 mil habitantes. 
 
A proposta da criação de uma Unidade de Saúde através de um Consórcio Intermunicipal vem sendo discutida pelos prefeitos e secretários de saúde dos respectivos municípios, pelo deputado federal Assis do Couto (PDT) e pelo SEBRAE.
 
De acordo com o estudo do Sebrae, apresentado na semana passada aos municípios envolvidos, há 47 anos a região contava com 10 hospitais particulares. Hoje, a mesma região possui apenas dois. Essa inviabilidade dos hospitais particulares se deu por vários motivos, entre eles o empobrecimento da população, as migrações e criação do Sistema Único de Saúde (SUS) com a constituição de 1988. Paralelamente surgem as dificuldades de convênios com hospitais particulares em função do sucateamento e da não conformidade com o SUS.
 
Toda esta situação obriga os municípios a procurarem outros centros de atendimento, a exemplo dos municípios de Cascavel, Pato Branco, Francisco Beltrão e Curitiba.  “Quem necessita de Francisco Beltrão, Pato Branco ou Cascavel, embarca às 5h00 da manhã, chegando ao destino cansado e mal alimentado”, constata o estudo.
 
No caso das cirurgias eletivas, é necessário encaminhar para a Região Metropolitana de Curitiba, distante 600 quilômetros. Já os doentes mentais são encaminhados a Maringá, a 400 quilômetros.
 
Nesse sentido, o estudo mostra a viabilidade para a criação um hospital de pequeno porte, até 50 leitos, equipado para atender especialidades de baixa e média complexidade, sendo: Urgência/Emergência, Clínica Gineco-Obstetrícia e Maternidade, Clínica Médica, Clínica Pediátrica, Clínica Cirúrgica, Clínica de Saúde Mental e Clínica Nutricional.
 
O consultor do Sebrae Tarcísio Reinehr, responsável pelo estudo, ressalta que a formação do consórcio de Saúde vai propiciar atendimento mais ágil, menor tempo de deslocamento, atendimento menos custoso e mais conveniente, redução de recursos humanos, de veículos e de combustível e redução de riscos do trânsito. “E a consolidação da Casa de Saúde vai gerar impacto na saúde curativa e preventiva, vai valorizar a região e o bem-estar social, além de contribuir para a fixação da população e consequente diminuição do fluxo migratório”, ressaltou Tarcísio.
 
De acordo com o do assessor parlamentar do deputado Assis do Couto e ex-vice-prefeito de Planalto, José Ademar Frey, a apresentação do estudo de viabilidade foi importante para esclarecer todos os pontos da proposta. “Tivemos uma ótima participação de prefeitos, vereadores, secretários, associações comercias e entidades de representação de Planalto, Capanema, Pérola do Oeste, Bela Vista da Caroba e também da UFFS Campus Realeza, e do Instituto Federal Campus Capanema”, listou.
 
Agora, com o estudo de viabilidade concluído, serão realizadas audiências públicas para debater a proposta com a população de cada município. Nesse sentido, uma comissão foi criada para organizar e definir datas, horários e locais das audiências. 


Fonte: Assessoria de Imprensa


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