29 de novembro de 2017

Produtores de leite reivindicam ampliação de renegociação de dívidas



O documento é o resultado da reunião realizada nesta terça-feira (28) entre os representantes do setor e o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Neri Geller

A Frente Parlamentar da Agricultura Familiar (FPAF) e a Frente Parlamentar do Leite (FPL) apresentaram ao Ministério da Agricultura, Abastecimento e Pecuária (MAPA), um requerimento contendo três pontos de reivindicação: extensão da possibilidade de renegociação dos contratos de custeio e investimento firmados por produtores de leite com os demais bancos (além do Banco do Brasil) e com cooperativas de crédito; ampliação dos termos da renegociação para que as parcelas a vencer em 2018 também sejam contempladas; e retomada das discussões a respeito da definição do preço mínimo do leite.
 
O documento é o resultado da reunião realizada nesta terça-feira (28) entre os representantes do setor e o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Neri Geller.
 
De acordo com o vice-presidente da FPAF, deputado federal Assis do Couto (PDT/PR), a crise que atinge o país, aliada a importação de leite do Uruguai, tem gerado prejuízos gigantescos aos produtores de leite. “Temos no Brasil o maior custo de produção de leite; os insumos são vinculados ao dólar e ainda tivemos uma drástica redução nos preços de comercialização do produto e no consumo do leite em função da crise”, argumentou.
 
O governo autorizou a renegociação das dívidas referentes às parcelas de 2017 em contratos firmados com o Banco do Brasil. Porém, a reivindicação do setor é que essa renegociação se estenda aos contratos de custeio e investimento firmados com os demais bancos e com cooperativas de crédito, contemplando-se a totalidade das operações e impedindo-se a distinção de tratamento a depender da instituição financeira escolhida pelo agricultor para a obtenção de crédito.
 
A renegociação das dívidas que já está em vigor consiste em prorrogar 50% dos débitos de custeio para o próximo ano e de transferir a parcela de investimento de 2017 para o ano subsequente ao término do contrato.
 
Além disso, os produtores de leite solicitam a ampliação dos termos da renegociação em curso, para que as parcelas de investimento a vencer em 2018 também sejam contempladas; e, por fim, a retomada das discussões a respeito da definição do preço mínimo do leite, política que já apresenta resultados positivos em relação a outros produtos agrícolas.
 
De acordo com o secretário Neri Geller, uma nova reunião será realizada no âmbito do Ministério da Agricultura para que seja formulado um voto a ser apresentado no Conselho Monetário Nacional, a fim de permitir a renegociação com outros bancos, bem como a inclusão das parcelas de 2018.   
 
De acordo com o presidente da Abraleite, Geraldo Borges, o custo da cadeia produtiva de leite no Brasil é o mais caro do mundo, o que não dá condições de concorrência com nossos vizinhos, a exemplo do Uruguai e Argentina.
 
Outro dado importante, é que 80% dos produtores de leite no Brasil, o que corresponde a 800 mil produtores, são agricultores familiares, ou seja, necessitam de políticas públicas de apoio e fortalecimento do setor.
 
Assinaram o documento encaminhado ao secretário Neri Geller, além de Assis do Couto, o presidente da FPAF, deputado federal Heitor Schuch (PSB/RS) e o presidente da Frente Parlamentar do Leite, deputado federal Celso Maldaner (PMDB/SC). 


Fonte: Assessoria de Imprensa


URL encurtada: https://goo.gl/aYtQzT




ASSINE NOSSA
NEWSLETTER

Receba novidades exclusivas do Deputado em seu e-mail.

Preencha todos os campos!