25 de maio de 2017

Assis critica propagandas do governo sobre a reforma da previdência em jornais locais



Propaganda divulgada pelo governo deixa de lado o gatilho demográfico e o tempo de espera; agricultor que começar a contribuir com 16 anos poderá se aposentar só com 64 anos

Durante a sessão desta quarta-feira (24) da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, o deputado Assis do Couto (PDT-PR) teceu duras críticas à Reforma da Previdência, aprovada há poucos dias em uma comissão especial criada para debater o tema. O deputado paranaense pontuou as investidas do governo, através de anúncios pagos em jornais locais, para tentar convencer o povo de que a reforma não é prejudicial.

“O governo faz uma propaganda enganosa, mentirosa. Por isso, é preciso alertar a população. O substitutivo do relator Artur Maia, aprovado na Comissão Especial da Reforma da Previdência, mantém a contribuição individual dos agricultores e agricultoras familiares. Mais de 60% destes não poderão contribuir, individualmente. E o que está na PEC é 5% do salário mínimo. Se não aprovarmos uma lei em dois anos, vai valer esses 5%. Mais de 60% dos nossos agricultores vão ficar fora da previdência por este dispositivo. E é bom alertar, porque o governo colocou um anúncio pago em um jornal da minha cidade, Francisco Beltrão, e não alerta isso à população”, discorreu o deputado.

Para Assis, que votou contra a aprovação do substitutivo na Comissão Especial, o mais grave é que, de acordo com o texto aprovado, se um jovem iniciar o trabalho como agricultor familiar, hoje, aos 16 anos, vai contribuir com quase meio século com a previdência para se aposentar com um salário mínimo. “Ele não terá finais de semana, nem feriados. Ele vai levantar as 6 horas da manhã e dormir as 11 horas da noite. E vai poder se aposentar aos 64 anos, com quase 50 anos de contribuição. Isso porque, de acordo com o substitutivo, ele terá que contribuir por 44 anos. Mas aí tem mais o tempo de espera para ele alcançar os 60. Somado a isso o chamado gatilho demográfico, que, até ele chegar aos 60 anos, vai elevar mais alguns anos sua aposentadoria. No final das contas, ele precisará contribuir mais de 48 anos”, explicou o deputado.

O pedetista lembrou reforçou que a Frente Parlamentar da Agricultura Familiar, a qual ele é vice-presidente, puxou o debate sobre os impactos da aposentadoria rural com a reforma da previdência e criticou a falta de atenção dos parlamentares ao tema. “Nós fizemos uma audiência pública nesta comissão. Mostramos a realidade dos agricultores. E, praticamente, nenhum dos senhores estava aqui para debater este tema. Muito menos o relator da matéria, o senhor Artur Maia estava aqui para debater o tema”, criticou.

“Os senhores parlamentares acham isso justo? É este texto que vamos votar no Plenário da Câmara? Essa comissão de Agricultura, que deveria defender os agricultores, não está fazendo nada contra este absurdo”, questionou o deputado. 


Fonte: Assessoria de Comunicação


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