28 de maio de 2018

NOTA PÚBLICA



Assis do Couto divulga nota pública sobre a mobilização dos caminhnoneiros

Reitero o meu apoio à luta dos CAMINHONEIROS AUTÔNOMOS, mobilizados desde o dia 21 de maio. Foi assim em 2015, quando construímos juntos o Projeto de Lei n. 528/15, agora tramitando no Senado como PLC 121/17 e que serviu de base para a Medida Provisória 832/18, e está sendo assim em 2018. O meu apoio é total. Estou em Brasília, acompanhei todas as negociações no Palácio do Planalto, já manifestei minha opinião sobre o resultado dessas negociações, é público.
 
Esta semana continuarei aqui apoiando o movimento de vocês. Tenho consciência do problema, das necessidades que vocês caminhoneiros têm e que o Brasil tem de políticas públicas para este setor. Cumpro o meu dever como homem público, em defesa da Democracia e da legalidade, e participando das negociações junto ao Governo e ao Congresso porque uma paralização que não negocia pauta, não é paralisação.
 
Nesse sentido, considero que houve avanços importantes na negociação de domingo (27), apesar de o governo não mudar a política de preços da Petrobrás. São medidas estruturantes que estão sendo reivindicadas desde 1999, como a questão de garantia de percentual de mercado, a Política do Preço Mínimo do Frete e a questão da isenção do pedágio sobre o eixo erguido.
 
Porém, não posso apoiar um movimento que pede uma intervenção militar no País. Isso é uma contradição. Em um regime militar, uma manifestação como esta de vocês seria proibido. Todas as manifestações durante os 20 anos de Regime Militar no Brasil foram violentamente reprimidas, pessoas foram mortas, centenas de desaparecidos que até hoje não encontramos os cadáveres. Muitas pessoas inocentes quase apodreceram nas cadeias quando lutavam por direitos para os mais pobres.  Quem defende o regime militar ou a intervenção militar no meio de vocês está fazendo política partidária. A própria direção da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (ABCAM) já denunciou a infiltração de intervencionistas em meio ao movimento dos caminhoneiros e rechaçou tal prática. 
 
A pergunta que se faz é: se houver uma intervenção militar, os militares vão mudar a política nacional de petróleo ou serão ainda mais bajuladores dos americanos como é o presidente Temer? Não é assim que se faz movimento social. Peço encarecidamente que não deixem essa infiltração, que é uma minoria, deturpar a legítima luta dos caminhoneiros.
 
Diante deste novo quadro, considero fundamental a dispersão do movimento para evitar maiores prejuízos à economia do País e a população em geral.  Não se justifica mais, por exemplo, que agricultores tenham que desperdiçar a produção por incapacidade de transportar seus produtos, a exemplo do leite e do frango. Portanto, considerando o encaminhamento das próprias entidades que representam os caminhoneiros, não reconheço mais e nem represento os que insistem na paralisação sob a bandeira da intervenção militar.
 
Assis do Couto (PDT-PR)
Deputado Federal



Fonte: Assessoria de Imprensa


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