23 de maio de 2018

Governo e caminhoneiros estabelecem mesa de negociação permanente até sexta-feira



De acordo com o Assis do Couto, a impressão é de que o Governo ainda não tem o real quadro do País, dos impactos dessa paralisação.

O deputado federal Assis do Couto (PDT-PR) participou nesta tarde de uma reunião na Casa Civil, com a presença do ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, com o secretário-geral da Presidência da República, Carlos Marun, com o ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, com dirigentes da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), e demais lideranças sindicais ligadas ao setor para discutir a greve dos caminhoneiros, que está em seu terceiro dia e já causa impacto em todos os setores. Sem respostas imediatas para os grevistas, foi estabelecido uma mesa de negociação permanente até sexta-feira.

“A pauta foi muito bem colocada pelos dirigentes da CNTA e demais representantes dos caminhoneiros autônomos. Quero dizer aos caminhoneiros autônomos que vocês estão tendo grandes representantes negociando a pauta de reivindicação aqui em Brasília”, ressaltou o parlamentar.  

De acordo com o Assis do Couto, a impressão é de que o Governo ainda não tem o real quadro do País, dos impactos dessa paralisação. “Não há uma preocupação e não houve por parte do Governo respostas muito positivas. O debate girou em torno da questão dos combustíveis. A alegação do ministro Padilha é que esta questão está ligada a Petrobrás e que a Petrobrás tem uma política de preço independente do Governo. Esse entendimento foi veementemente rebatido pelos dirigentes. Ora, a Petrobrás é uma empresa majoritariamente do Governo. Mas ele veio nessa linha, alegando que precisaria mais tempo para a mudança na política de preços da Petrobrás. Ou seja, o tema ficou sem resposta”.

Sobre a retirada da Cofins dos combustíveis, o ministro sugeriu trocar por uma reorganização da folha de pagamento do setor de transportes. “Depois de muito debate, decidiu ver outras alternativas para não onerar a folha do setor, mas isso precisa de lei, segundo ele”. Outro ponto de pauta debatido foi a cobrança de pedágio no caso de eixo suspenso. Segundo o ministro precisa ser adotada uma medida federal para que se cumpra nos estados.

“Sobre o projeto de lei da política de preços mínimos do frete, o governo não quis dar uma resposta imediata, então esta questão, que é o nosso projeto de lei que está no Senado e que daria um certo alívio e teria uma perspectiva positiva para o setor, ficou pendente. Também o Marco Regulatório que está na Câmara não houve uma resposta positiva”, relatou Assis.

Depois de um tenso e longo debate, o governo pediu 15 dias para dar uma resposta aos caminhoneiros e também a suspenção do movimento. “Os dirigentes afirmaram que o movimento não será suspenso porque eles estão mobilizados e não vão esperar 15 dias para uma questão tão grave como esta. Então se encaminhou uma mesa de negociação com caráter permanente até sexta-feira. Amanhã mais uma rodada de negociação, já com respostas, porque o ministro Padilha irá conversar com o presidente da República e com o presidente da Petrobrás e trará amanhã, às 14 horas, uma resposta sobre os temas que estão na pauta”, finalizou Assis.

Até sexta-feira, os dirigentes da CNTA e dos diversos movimentos dos caminhoneiros autônomos se dispuseram a se manter em estado de alerta, vão ficar em Brasília 24 horas à disposição do governo, em permanente vigília.



Fonte: Assessoria de Imprensa


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