03 de maio de 2018

Crise no setor avícola pode gerar impactos econômicos e sociais em todo Sudoeste do PR



Quando o assunto é Valor Bruto do Produto do Sudoeste, a cadeia do frango representa 33% e ultrapassa a soja, que representa 20% do total

O Seminário da Avicultura realizado em Francisco Beltrão (PR) nesta quarta-feira (02) sugeriu medidas para que o governo amenize a crise no setor, causada pelo embargo da União Europeia a importação de carne de aves brasileira. O deputado federal Assis do Couto (PDT-PR), que coordena a Comissão Externa que acompanha os embargos, participou do evento, que reuniu produtores de toda a Região Sudoeste do Paraná, e falou dos impactos econômicos e sociais que a medida pode causar, principalmente para o Paraná, que possui oito dos 20 frigoríficos que estão impedidos de exportar.

Na pauta de reivindicação aprovada durante o Seminário, os avicultores pedem que o governo adote medidas para conter a crise. Entre as medidas sugeridas estão: não permitir a interrupção da cadeia produtiva de aves, evitando a quebra do ciclo; promoção de mecanismos que visem o aumento do consumo no mercado interno e busca por novos mercados internacionais; não permitir a decretação de férias coletivas nas unidades atingidas; tratativas junto ao BNDES para redução de juros de financiamentos, renegociação e prorrogação de dívidas; e medidas protetivas e de desoneração da cadeira produtiva, como redução do ICMS e da alíquota da energia, em especial aos pequenos produtores.

O evento foi organizado pela Avisud (Associação dos Avicultores do Sudoeste do Paraná) em parceria com o mandato do deputado Assis do Couto e com a Amsop (Associação dos Municípios do Sudoeste do Paraná), e contou com a participação de avicultores, trabalhadores, transportadores, parlamentares, prefeitos, e representantes de entidades ligadas ao setor.

O deputado federal Assis do Couto afirmou que a quebra do ciclo de produção causará grandes transtornos e grave impacto social às famílias e à economia regional, pincipalmente para o Paraná, que possui oitos dos 20 frigoríficos embargados. Para se ter uma ideia, o Paraná corresponde a 34,7% do total de aves produzido no Brasil. Somente na Região Sudoeste são 3.200 aviários e mais de 2.500 famílias que sobrevivem da atividade. 

De acordo com dados da Secretária de Agricultura e do Abastecimento (SEAB), o núcleo regional de Francisco Beltrão representa 21,68% do total de abete de frango de corte no Paraná, seguido do núcleo de Cascavel, com 18,64%, e de Toledo, com 15,68%.

Quando o assunto é Valor Bruto do Produto do Sudoeste, a cadeia do frango (corte, recria para engorda e ovos férteis de galinha) representa 33% e ultrapassa a soja, que representa 20% do total.

Já no caso das exportações de peru, em 2017 o Brasil exportou 109.919 mil toneladas, das quais 34.267 mil produzidas no Paraná, mais especificamente no município de Francisco Beltrão, único município paranaense que abate peru para exportação. “Aqui na unidade da BRF de Francisco Beltrão, nós temos muito mais aviários de peru do que frango. E hoje nós estamos com as exportações de carne de peru para a União Europeia cortadas e isso era o que dava lucro. Então se não retomar o mercado, com certeza haverá cortes em aviários nos próximos meses”, afirmou o presidente da Avisud, Claudinei Colognese.

O deputado Assis do Couto justificou a preocupação com a crise instalada no setor. “É uma cadeia produtiva que implica em mais de 30%, 40% da produção bruta agropecuária do Sudoeste. Isto tem uma importância muito grande na geração de empregos, oportunidade de trabalho, tanto na produção, quanto na industrialização, no transporte e também na economia da região, naquilo que gira em torno do frango. Percebemos também uma preocupação e uma certa desconfiança muito grande por parte dos produtores por terem poucas informações sobre o que realmente está acontecendo e o que é este embargo”, afirmou ao ponderar que esta medida deve servir de exemplo para que isso não ocorra em outros mercados.

Por fim, Assis do Couto afirmou que a expectativa agora é em torno da instalação da Comissão Especial da Câmara dos Deputados. “Aguardamos para a próxima semana a indicação dos partidos para a composição e em seguida vamos fazer um plano de trabalho e correr atrás para ver o que podemos fazer do ponto de vista de decisão do Governo, da Câmara, do Senado, do Congresso em termos de legislação para diminuir os impactos dos embargos da União Europeia.




Fonte: Assessoria de Imprensa


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